terça-feira, 1 de setembro de 2015

Mossoroense crava o Main Event do BSOP Natal e fatura R$ 341.745

O paranaense que mora há mais de 15 anos em Mossoró, no Rio Grande do Norte, foi ao seu terceiro BSOP (Brazilian Series of Poker) da vida depois de fazer um acordo com o irmão - um folgaria no restaurante da família em um fim de semana e o outro, no outro - já que a casa tem mais movimento justamente nos fins de semana.
No Main Event, Veber passou no Dia 1A, e iniciou o Dia Final em 20o colocado em fichas. Enquanto o field do torneio que chegou a quase mil entradas e foi o maior Main Event que o BSOP já teve fora de São Paulo, Veber nunca poderia imaginar o que viria na mesa final - um 3handed demorado, que só acabou quando o monster stack foi derretido completamente no passar de três horas, e um longo heads-up contra Manoel Assunção, um dos brasileiros que fez mesa final na WSOP (World Series of Poker) deste ano.
Em um mano a mano praticamente sem 3bets e de pouca agressividade, Veber diz que levou tempo para decifrar seu oponente. "Eu comecei a ver que eu tava jogando o jogo dele. Ele Sempre subia quando eu jogava do small... fui vendo que precisava fazer algo diferente pra tirá-lo da zona de conforto, até a hora que achei um AA".
Veber entrou no heads-up com 14.160.000 fichas enquanto Assunção tinha 10.465.000 no blind 150 mil/300 mil. Viu seu stack minguar aos poucos, e, ao acertar a leitura do adversário, voltou a ter o controle do jogo.
A mão final veio só nos blinds 300 mil/600 mil, quando Assunção apostou suas 6.025.000 fichas do small. Veber pagou com JQ de ouros e montou um flush runner runner no bordo todo vermelho de 4h5d9h 9d 3d.

Mesa Final
A FT oficial se formou quando Fabio Sanchez (10o, R$ 23.950) caiu do torneio em uma mão inicialmente com quatro jogadores. Em um pote que o HJ subiu, o CO deu call e o short (Fabio) entrou de all in, Kelvin também foi all in por cima com AA do Big e assumiu a liderança do torneio, já que Fabio tinha AQ e o bordo teve 36T 4 5.
Na formação da mesa final, os stacks eram: Kelvin Kerber com 6.510.000 fichas, o português Jaime Madail com 4.425.000, Ricardo Souza com 2.820.000, Manoel Assunção com 2.755.000, Guilherme Pita com 2.615.000, Fernando Neto com 2.135.000, Alexandro Veber com 1.950.000 e Artur Santos com 1.415.000 fichas.
Os blinds eram de 60 mil/120 mil ante 20 mil, com a média a 3 milhões. Apesar do stack perto da média, Pita foi o primeiro a ser eliminado da FT. Ele colocou todas as fichas no pano com TT e tomou uma bad beat do portguês, com 66, que trincou o 6 no flop.
Veber eliminou Artur em 7o e se envolveu em uma mão com Fernando Neto, mas correu de um flop que ele mesmo cbetou depois que Souza deu call e Neto pregou na porta. Souza acabou dando call no 8h3c7h na mesa e montou um nut flush com Ah9h depois que um 6h abriu no turn.
Disparado na liderança em fichas, Souza ficou gigantesco depois de eliminar Madail em 5o (R$ 96.280) e Kelvin em 4o lugar (R$ 124.300). Nos blinds 80 mil/160 mil ante 20 mil, Souza subiu do UTG para 350 mil e o sócio do Samba Team fez tudo com 3,5 milhões. Souza eliminou Kelvin com dois pares com TT no bordo K3Q 8 8. Kelvin tinha AJ.
Souza entrou no 3handed com um monstruoso stack de 20.250.000 fichas (126 BBs), enquanto Verber e Manoel se seguravam com 2,5 milhões (15 BBs) e 1,9 milhão (11 BBs), respectivamente. Em menos de um nível de blind, os shorts já tinha cerca de 5 milhões de fichas cada. Depois de dobras, devoluções, mãos com check-check-chek e muito calls, o trio ficou empatado.
Souza perdeu todo seu stack em questão de três níveis.
O Dia Final
O dia que começou com 28 jogadores tinha o campeão brasileiro Rodrigo Garrido na liderança. Vice-campeão da etapa de 2014, o poker pro do Betmotion também tinha entrado chip leader no Dia Final do torneio no ano passado, e por isso tinha todas as atenções voltadas a ele.
Na outra ponta da tabela, outro campeão dava assunto. João Bauer, que até o começo da etapa era o líder do torneio, pontuava conforme o Main Event avançava, o que teria reflexo cada vez maior na atualização do ranking geral do brasileiro em 2015, que agora tem Igor Marani na primeira colocação.
Bauer entrou no Dia Final em 27o e caiu em 28o.
Outros jogadores seguiam firmes com grandes chances de fazerem mesa final, já que os stacks do começo do dia, de maneira geral, estavam equilibrados no top 10. Um deles, Kelvin Kerber, 6o maior stack inicial do dia, eliminou dois em uma mão só, logo depois que deixou um dos jogadores short na mão anterior.
Pouco depois, foi a vez da jogadora da seleção amazonense de poker que vai disputar o próximo campeonato de equipes deixar o torneio. ùltima mulher do Main Event, Samara Brito ficou em 24a colocada (R$ 10.880).
Na reta final, mais três eliminações de favoritos à FT: o chip leader do Dia 1, Guilherme Cheveau (13o, R$ 21.440), o SuperNova do PokerStars e jogador da seleção amazonense de poker Alessandro Rodrigues (12o, R$ 21.440) e Rodrigo Garrido (11o, R$ 23.950), que teve um KK quebrado, ficou short, foi para a briga de ATs e acabou caindo em uma mão com Alexandro Rodrigo, que tinha 99.
A bolha da mesa final extra-oficial estourou com Fernando Konishi, jogador que repesentou o Brasil na mesa final do Monster Stack da última WSOP (World Series of Poker). Nos blinds 40 mil/80 mil ante 10 mil, Manoel Assunção subiu 180 mil do UTG e, com mais fichas, deu call para o all in de 835 mil fichas de Knoshi, que jogava do BB. O AKs de Assunção segurou no bordo 4J2 6 9 e Konishi caiu com A5.
Confira a premiação dos finalistas:
1) Alexandro Veber – R$ 341.745
2) Manoel Assunção – R$ 2381.745
3) Ricardo Souza – R$ 165.600
4) Kelvin Kerber – R$ 124.300
5) Jaime Madail – R$ 96.280
6) Fernando Neto – R$ 70.890
7) Artur Santos – R$ 51.530
8) Guilherme Pita – R$ 36.800
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