A crise política de popularidade do governo Dilma Rousseff (PT)
chegará ao ápice no próximo domingo (15). Estão previstas manifestações
pedindo o impeachment da petista em todo o País. Em Natal, o movimento
se concentrará no cruzamento das Avenidas Bernardo Vieira e Salgado
Filho, a partir das 15 horas. O grupo seguirá em passeata até à Avenida
Miguel Castro.
De iniciativa popular, o movimento tem caráter apartidário. Começou a
ser organizado pela internet, após indignação popular massiva com os
escândalos de corrupção do governo Dilma e as medidas adotadas pela
presidente no início do segundo mandato, que aumentou impostos, preços
da energia, gasolina e alimentos, cortou benefícios trabalhistas e
reduziu investimentos em áreas estratégicas, como Educação.
Um dos organizadores do manifesto, o vendedor Giovani Santos, 40
anos, destacou que o ato é de caráter pacífico. “Nosso zelo é para que
seja uma passeata da paz. Tivemos reuniões com a Polícia Militar. Já nos
reunimos com os donos de lojas das imediações.
Estamos providenciando toda a segurança para o evento. Vamos mostrar nossa indignação com faixas, cartazes, camisas e bandeiras”, declarou.
Estamos providenciando toda a segurança para o evento. Vamos mostrar nossa indignação com faixas, cartazes, camisas e bandeiras”, declarou.
Professora de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, Célia Cobi, 58 anos, disse que está motivada para o evento por
ter acordado para a situação preocupante em que se encontra o País. “Eu
acreditei em Lula. Achei que o PT traria Justiça Social. Mas o que
vemos é corrupção e tentativa de transformar o Brasil numa Venezuela.
Querem regredir a sociedade. Não podemos aceitar isso”, reclamou.
Também participante da organização do ato, o médico Arthur Ribeiro,
38 anos, reforçou que a indignação começou com o Mensalão, no governo do
ex-presidente Lula (PT), em 2005, e extrapolou com os mais de 100
escândalos de corrupção do governo Dilma e o “estelionato eleitoral” da
campanha passada. “O PT não tem plano de governo. Tem um projeto de
dominação e poder, sem ética, moral ou compromisso público”, criticou.
Formado por meio das redes sociais, o grupo não pertence a nenhum
partido político. Vem conseguindo atrair mais adeptos com o decorrer do
tempo, devido à crescente rejeição do governo Dilma perante à opinião
popular. Pesquisa Consult realizada na semana passada apontou que 63%
dos natalenses rejeitam a administração da petista. Os organizadores
esperam uma grande participação da população de Natal no ato.
Na sexta-feira (13), sindicalistas realizam ato com o objetivo oposto
ao do “Fora Dilma”, às 15 horas, em frente à catedral nova, no Centro
da Cidade. Eles esperam reunir apoio dos militantes para dar força ao
governo Dilma, que atravessa o seu pior momento na avaliação popular.
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